Perícia Médica para Depressão e Ansiedade: Dicas importantes sobre os quesitos do perito
Perícia Médica para Depressão e Ansiedade: O Que o perito avalia e como se portar
Transtornos mentais como depressão e ansiedade representam uma das principais causas de afastamento do trabalho no Brasil — e também um dos maiores desafios na perícia do INSS. Ao contrário de uma fratura ou cirurgia, a incapacidade psíquica é menos visível, o que exige uma estratégia documental mais cuidadosa.
O Que o Perito do INSS Avalia em Transtornos Mentais?
O perito não está avaliando apenas se você tem depressão ou ansiedade, ele avalia se esses transtornos te impedem de trabalhar. Os principais quesitos são:
- Funcionalidade: você consegue realizar atividades básicas? Sair de casa? Manter rotina?
- Intensidade dos sintomas: qual o grau de comprometimento no dia a dia?
- Tratamento em curso: psiquiatra, psicólogo, medicação?
- Histórico de internações ou crises graves
- Impacto nas relações sociais e laborais
Por Que a Data de Início Importa Tanto?
A data de início da incapacidade (DII) deve ser a data em que os sintomas começaram a te impedir de trabalhar ,não a data do diagnóstico formal. Muitas pessoas são diagnosticadas meses após o início real da incapacidade. Se o médico colocar no laudo apenas a data do diagnóstico, o INSS pode entender que a incapacidade começou quando o segurado já havia perdido a qualidade de segurado.
Como Documentar Corretamente?
- Relatório psiquiátrico detalhado com evolução clínica e data de início dos sintomas
- Registros de consultas e prescrições anteriores
- Atestados médicos emitidos ao longo do tratamento
- Relatórios de psicólogos e outros profissionais de saúde mental
Antes da perícia, converse com seu psiquiatra sobre a importância de um laudo que descreva objetivamente suas limitações funcionais — não apenas o diagnóstico.
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