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Perícia Médica para Depressão e Ansiedade: Dicas importantes sobre os quesitos do perito

Dr Emerson

18 de junho de 2026

Perícia Médica para Depressão e Ansiedade: O Que o perito avalia e como se portar

Transtornos mentais como depressão e ansiedade representam uma das principais causas de afastamento do trabalho no Brasil — e também um dos maiores desafios na perícia do INSS. Ao contrário de uma fratura ou cirurgia, a incapacidade psíquica é menos visível, o que exige uma estratégia documental mais cuidadosa.

O Que o Perito do INSS Avalia em Transtornos Mentais?

O perito não está avaliando apenas se você tem depressão ou ansiedade, ele avalia se esses transtornos te impedem de trabalhar. Os principais quesitos são:

  • Funcionalidade: você consegue realizar atividades básicas? Sair de casa? Manter rotina?
  • Intensidade dos sintomas: qual o grau de comprometimento no dia a dia?
  • Tratamento em curso: psiquiatra, psicólogo, medicação?
  • Histórico de internações ou crises graves
  • Impacto nas relações sociais e laborais

Por Que a Data de Início Importa Tanto?

A data de início da incapacidade (DII) deve ser a data em que os sintomas começaram a te impedir de trabalhar ,não a data do diagnóstico formal. Muitas pessoas são diagnosticadas meses após o início real da incapacidade. Se o médico colocar no laudo apenas a data do diagnóstico, o INSS pode entender que a incapacidade começou quando o segurado já havia perdido a qualidade de segurado.

Como Documentar Corretamente?

  • Relatório psiquiátrico detalhado com evolução clínica e data de início dos sintomas
  • Registros de consultas e prescrições anteriores
  • Atestados médicos emitidos ao longo do tratamento
  • Relatórios de psicólogos e outros profissionais de saúde mental

Antes da perícia, converse com seu psiquiatra sobre a importância de um laudo que descreva objetivamente suas limitações funcionais — não apenas o diagnóstico.